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Somente 1% da agricultura brasileira é orgânica

  • 11 de nov. de 2015
  • 2 min de leitura

Falta de subsídios fiscais é a principal reclamação de agricultores que desejam implementar a agricultura orgânica em suas terras

Cada vez mais o mundo discute a necessidade da agricultura orgânica em substituição aos métodos tradicionais de cultivo de alimentos. Para quem ainda não conhece, a agricultura orgânica é ecologicamente correta porque considera todas as características do solo, clima, topografia, água, biodiversidade e até mesmo radiação presente no local, criando um cenário no qual o meio ambiente não sofre os reflexos das plantações. É uma técnica que não polui o solo e o lençol freático, já que não permite o uso de agrotóxicos e outras substâncias poluentes, o que também garante alimentos mais saudáveis para a sociedade.

Mesmo sendo uma alternativa viável e que traz inúmeros benefícios para o meio ambiente e para a saúde humana, e sendo o Brasil um dos países com maior quantidade e terras agrícolas do planeta, somente 1% de toda a agricultura brasileira é orgânica. Este cenário foi revelado no estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, a OCDE. “Programas de apoio, como o de Agricultura de Baixo Carbono, querem estimular uma agricultura mais sustentável e o uso eficiente de insumos. Entretanto, esses esforços continuam a ser em pequena escala”, ressalta o levantamento nacional.

De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo estudo, o problema principal está na falta de subsídios para os agricultores que desejam implementar a atividade orgânica em suas plantações. Além disso, substâncias fertilizantes que danificam o solo possuem isenções fiscais, o que faz com o que o preço destes produtos seja baixo e utilizado em grande escala em todo o país. Vale ressaltar que o Brasil é o país que mais consome fertilizantes em todo o mundo.

Estudo encomendado pelo governo federal foi apresentado em Brasília na presença do secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, e também dos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e da Fazenda, Joaquim Levy.

Sustentabilidade em tempos de crise

Segundo avaliação dos pesquisadores brasileiros, a agricultura orgânica e outras práticas ecologicamente sustentáveis podem crescer neste momento de crise que o Brasil enfrenta. “No cenário atual de uma economia em retração, uma melhor integração dos objetivos ambientais às políticas econômicas e setoriais ajudaria o Brasil a avançar na direção de um desenvolvimento mais verde e mais sustentável. O crescimento econômico e a expansão urbana, agrícola e da infraestrutura também aumentaram o consumo de energia, o uso de recursos naturais e as pressões ambientais. A qualidade e a abrangência dos serviços ambientais precisam ser melhoradas”, afirma o texto do relatório entregue em Brasília.


 
 
 

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